Livro: A Pirâmide Vermelha | Resenha


Livro: A Pirâmide Vermelha
Autor: Rick Riordan
Ano: 04 de maio de 2010
Editora: Intrínseca
Tradução de: Débora Isidoro
Gênero: Fantasia, Aventura, Literatura Infanto-juvenil


Sinopse:
Os irmãos Carter e Sadie Kane vivem separados desde a morte da mãe. Sadie é criada em Londres pelos avós, e Carter viaja o mundo com o pai, o Dr. Julius Kane, um famoso egiptologista. Levados pelo pai ao British Museum, os irmãos descobrem que os deuses do Egito estão despertando. Para piorar, Set, o deus mais cruel, tem vigiado os Kane. A fim de detê-lo, os irmãos embarcam em uma perigosa jornada - uma busca que revelará a verdade sobre sua família e sua ligação com uma ordem secreta do tempo dos faraós.


Resenha:
Fala meus leitores e leitoras, depois de 30 milhões de anos, 10 reencarnações, 23 primaveras e muita enrolação eu terminei de ler “a pirâmide vermelha”.

E você deve estar se perguntando, o livro era chato então, não, a culpa foi minha mesmo de ficar enrolando e empurrando as coisas para depois, assumo a total falta de compromisso com a leitura e devido a isso atrasou tudo novamente.

Mas tenho me policiado, voltei a trabalhar e parece que isso acabou me fazendo ler mais, quando estava em casa sem fazer nada, a preguiça era maior, mas agora na ativa novamente, a disposição para ler tem retornado e vamos aproveitar o embalo.
Mas vamos parar de enrolação e vamos a nossa resenha.

O livro faz parte de uma trilogia escrita por Rick Riordan conhecido como as Crônicas de Kane, sendo o primeiro, acaba tendo aquele ar de introdução que é característico de muito livro inicial.

Eu já tenho experiencia com os livros de Riordan e gosto muito, afinal quem ama mitologia acaba se identificando de alguma maneira, eu particularmente adoro a saga Os Olimpianos e Heróis do Olimpo também do mesmo autor.

Mas voltando, o livro é voltado para a mitologia egípcia e quando mais novo era fascinando pelos deuses do antigo Egito, sabe Yu-Gi-Oh, aquele jogo de cartas, amava demais na infância, então a minha expectativa pelos livros era grande, queria ver como Riordan iria apresentar os deuses egípcios para um público que curte essas histórias.

O livro nos apresenta a família Kane, sendo os protagonistas irmãos, Sadie (a menina) e Carter (o menino), estão em busca de respostas para acontecimentos recentes com sua família e descobertas que fizeram se perguntar sobre sua origem.

O livro é bem escrito, porém não espere diálogos bem elaborados ou algo que vai fazer você se arrepiar lendo ou sentir fortes emoções.

O personagem Carter é desnecessário, não curti muito a elaboração dele e toda a sua desenvoltura na história, deixou muito a desejar e por mim nem precisava fazer parte dela, menino chato, manhoso e cheio de marra, acabava me irritando bastante.

Agora a Sadie, gente, adorei a personagem e toda a sua personalidade, aquele ar rebelde, determinada e cheia de desconfiança, sabe aquele personagem que mete o louco, é como posso definir ela.

O livro se divide em duas narrativas, entre Carter em alguns capítulos e Sadie em outros, gostei mais da forma como Sadie se expressava, parecia mais divertido, espontâneo, enquanto Carter era mais sem graça e sem muita emoção.

Nos livros de Riordan, sempre me impressionei por esse fato de dividir ele em personagens contando a sua história de formas diferentes, afinal são pessoas diferentes e isso ainda ficou característico no livro.

Os personagens secundários são bem elaborados, gostei da maioria deles, principalmente da Bastet, o que salvou a narrativa em muitos momentos, acaba te dando motivação em continuar a leitura.

Os cenários são bem descritos, bem utilizados, a escrita é de fácil compreensão, nada muito espetacular ou difícil de ler, para quem não tem hábito de leitura acaba indo fácil mas para quem costuma ler livros mais elaborados pode acabar se irritando e não gostando muito.

Eu considerei o livro bem introdutório e fraco comparado com os outros que já li dele, esperando que os dois próximos melhorem a narrativa.
A história é boa, esse lance com Deuses e humanos e todo um universo interligado, acho incrível.

Somos apresentados a Anúbis, um dos personagens misteriosos do livro e que acabou chamando minha atenção também e estou curioso por algumas outras coisas que ficaram no ar.

O enredo não é muito elaborado, acaba sendo simples e meio obvio, mas o final acabou me deixando com o coração apertado, com uma cena envolvendo um dos deuses.
Tudo acaba com um mistério a ser resolvido e uma busca a ser realizada pelos irmãos Kane.

Acredito que seria isso, tinha grandes expectativas com o livro, ainda tenho mais dois para concluir a leitura da trilogia, espero que me surpreendam de alguma maneira.

Eu recomendo se você quer ler algo fácil e simples, é uma história para ler quando está sem muitas opções, foi o que acabei sentindo.

Abraços e até a próxima.

NOTA: ★★☆☆ (3,0)


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