Série: Atypical | Resenha


Série: Atypical
Produtora: Netflix
Criadora: Robia Rashid
Número de Temporadas: 1 (UM)
Número de Episódios: 8 (OITO)
Primeiro Episodio: 11 de agosto de 2017         



Sinopse:
A série acompanha um jovem de 18 anos com autismo em sua busca por amor e independência. Sua jornada de autodescoberta é tão divertida quanto dramática e tem um impacto em toda a sua família, forçando-os a lidar com as alterações em suas próprias vidas e os fazendo questionar: afinal, o que realmente significa ser normal?


Resenha:

Fala meus leitores e leitoras, estou eu aqui, tentando fazer a primeira resenha sobre uma série que já tem uns dois meses que assisti e conclui em um dia pois contém apenas 8 (oito) episódios e vem trazer uma ideia nova para quem acredita que o autista é aquela criança totalmente dependente, onde precise ser auxiliado em tudo.

Porém, a Netflix criou esta magnifica série intitulada Atypical, que remete ao nosso entendimento de algo realmente atípico que em definição literária quer dizer:

que se afasta do normal, do característico; anômalo, incomum, raro.

E sim, essa série é incomum, é rara e tem algo muito característico, retratar como um adolescente com a síndrome do autismo pode ter uma vida normal, com os mesmos questionamentos e dúvidas de todo adolescente, claro que com suas particularidades e desafios.

Primeiro, porque essa série em especial me chama atenção. 

Eu tenho uma irmã de 10 anos que tem autismo leve, onde tem plenas capacidades de lidar sozinha com determinadas situações e se desenvolver tão bem quanto qualquer outra criança da idade dela, claro que ainda carrega algumas dificuldades, porém, não é impossível que a mesma consiga ter grande sucesso em tudo que planeja e tenta fazer, afinal ela é atípica, consegue ver o mundo de uma outra perspectiva e isso não é algo ruim, apenas diferente.

Mas vamos falar um pouco sobre o autismo antes de tudo.

“Transtorno de desenvolvimento grave que prejudica a capacidade de se comunicar e interagir.
O transtorno de autismo afeta o sistema nervoso.
O alcance e a gravidade dos sintomas podem variar amplamente. Os sintomas mais comuns incluem dificuldade de comunicação, dificuldade com interações sociais, interesses obsessivos e comportamentos repetitivos.
O reconhecimento precoce, assim como as terapias comportamentais, educacionais e familiares podem reduzir os sintomas, além de oferecer um pilar de apoio ao desenvolvimento e à aprendizagem.”

Pois bem, com uma pequena base de ideia, vamos seguir para a nossa resenha.

Atypical vai retratar a vida de Sam, um adolescente/jovem de 18 anos que tem a síndrome do autismo, sendo uma síndrome, a mesma não possui uma cura, mas pode ser tratada para auxiliar em seu desenvolvimento. O Autismo do Sam é leve, e isso fica bem claro desde o começo, onde já nos mostra que o autismo em si possui níveis, não sendo apenas de uma forma.

Ele faz acompanhamento com uma psicóloga e em uma dessas sessões decide em ter um relacionamento amoroso, é nesse momento que começa toda a trama da série e que nos leva para conhecer cada personagem e seu envolvimento e importância dentro da história.

E para quem não sabe, pelo fato do autista ter essa dificuldade de interação com outras pessoas, ter esse despertar para um relacionamento é algo muito impressionante e conforme eu conversei com alguns especialistas da área, é totalmente possível.

Sam é aficionado por pinguins e por esse motivo ele acaba comparando os humanos a essas aves magnificas, pois, os pinguins escolhem um par para o resto da vida e nunca mais se separam, com essa ideia, ele crê que os humanos são da mesma maneira, pobre Sam, mal sabe ele quão complicados somos.

Sendo assim ele sai em busca de uma namorada e essa parte se torna muito divertida e acabamos criança um laço com o personagem e expectativas para saber como ele irá se sair diante dessa nova aventura.

Ao mesmo tempo que se passa a história de Sam, temos contatos com outros personagens, sua irmã, pai e mãe e percebemos como todo lar tem seus problemas e qual a pressão que é envolvida por ter um jovem com autismo em casa e como foi difícil para cada um deles todo esse processo de criação.

A série retrata de forma bem condizente com a realidade o que podemos passar com um jovem autista, quais os desafios que a família enfrenta e como podemos lidar com a situação de forma que não prejudique a nenhum dos lados.

Os episódios não são de uma seriedade absoluta, existe sim um drama característico, porém tem leves pitadas de humor, principalmente quando envolvem o amigo de trabalho de Sam.

São apenas oito episódios que fazem você refletir sobre a ideia que você tem de um autista, se é que você já parou em algum momento para pensar sobre isso.

E para quem não sabe o autismo é muito mais comum do que podemos imaginar, segundo dados o autismo acomete 1 (UMA) em cada 68 crianças, sendo que no Brasil existem cerca de 2 milhões de casos diagnosticados, mas este número é falho, acreditando-se que o número real pode chegar a 3 milhões. Para efeito de comparação e para que você possa mensurar quão comum ele é, a taxa de síndrome de Down é de 1 (UM) caso para 700 nascimentos, muito mais baixo que o autismo.

Depois dessa resenha breve, sem muito falar sobre os episódios em si e mais focada na sua trama para não soltar nenhum eventual spoiler e ainda acrescentando com algumas informações especificas sobre a síndrome para que você possa ficar por dentro, vou chegando a minha conclusão.

A série é maravilhosa, vale a pena você tirar um tempo da sua vida para assistir e tirar bons frutos do conhecimento que irá adquirir.

Por que eu falo isso? Porque hoje é muito comum uma criança ser autista e muitas vezes não receber o diagnóstico correto e ser tratada como uma criança lenta ou como gostam de dizer “burra”, e na realidade ela tem dificuldade porque é autista e não recebe o auxílio que necessita.

Se as pessoas começassem a olhar melhor para o próximo com empatia e tentar entender o porquê aquilo acontece, muita coisa seria diferente.

Seguimos padrões sociais, onde consideramos o que é normal e o que não é. E um questionamento que a série nos traz é: afinal o que realmente significa ser normal?

Com esse encerramento, espero que você possa de alguma maneira, ter tirado bons frutos do texto e ter se interessado pelo tema.

Até a próxima.


NOTA: (5,0) ★★★★★







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