Livro: O Trono de Fogo | Resenha


Resenha: O Trono de Fogo
Autor: Rick Riordan
Ano: 03 de maio de 2011
Editora: Intrínseca
Tradução de: Débora Isidoro
Gênero: Fantasia, Aventura, Literatura Infanto-juvenil

Sinopse:
Os deuses do Egito Antigo foram libertados, e desde então Carter Kane e sua irmã, Sadie, vivem mergulhados em problemas. Descendentes da Casa da Vida, ordem secreta que remonta à época dos faraós, os dois têm poderes especiais, mas ainda não os dominam por completo – refugiados na Casa do Brooklin, local de aprendizado para novos magos, eles correm contra o tempo. Seu inimigo mais ameaçador, Apófis, está se erguendo, e em poucos dias o mundo terá um final trágico. Para terem alguma chance de derrotar as forças do caos, precisarão da ajuda de Rá, o deus sol. Despertá-lo não será fácil - nenhum mago jamais conseguiu. Carter e Sadie terão de rodar o mundo em busca das três partes do Livro de Rá, para só então começarem a decifrar seus encantamentos. E, é claro, ninguém faz ideia de onde está o deus.


Resenha:

Fala meus leitores e leitoras, mais uma resenha fresquinha sobre O Trono de Fogo, dando continuidade as Crônicas de Kane, trilogia que sigo lendo e que terá seu encerramento em a Sombra da Serpente.

Mas vamos as considerações sobre o segundo livro da saga que devo dizer se saiu melhor que o primeiro. Para quem ainda não conferiu, aqui no blog, tem a resenha do primeiro livro, (A Pirâmide Vermelha) é só clicar e aproveitar a leitura também.

Tentarei ao máximo evitar spoilers durante o texto, tentando focar apenas em partes interessantes que possam aguçar a sua curiosidade pela leitura da obra, então leia despreocupado.

O Trono de Fogo da continuidade as aventuras de Carter e Sadie, terminamos o primeiro livro com um mistério em mãos e mais problemas. O livro continua com sua escrita simples, o que é bom, e ainda é narrado por Carter em alguns capítulos e Sadie em outros, tendo essa vertente de dois narradores você acaba se identificando mais com um do que com o outro.

A descrição e utilização dos cenários continua muito boa, Rick Riordan usa e abusa da mitologia egípcia e nos apresenta cada vez mais deuses que eram desconhecidos até eu realizar a leitura.

Um deles foi Bes, o deus dos anões, você acaba criando um afeto por ele e se divertindo com suas aparições durante todo o livro. Para quem se encantou por Bastet no primeiro livro (Euzinho aqui) pode ficar meio decepcionado com a pouca participação dela na segunda obra, mas Riordan foi esperto e nos apresentou um novo personagem que acabou ocupando bem esse lugar e tornando o livro gostoso de ser lido.

A aventura se foca nos irmãos Kane em busca das partes do livro de Rá para poder despertá-lo e ajudar na luta contra o Lorde do Caos, Apófis. Posso dizer que a trama em cima dessa busca foi bem desenvolvida e fiquei impressionado em alguns momentos com o desenrolar da trama e o caminho que ela estava tomando.

A premissa da história é que se os irmãos Kane despertarem Rá suas chances de vencer Apófis estarão garantidas e acabamos notando a aversão dos deuses com a decisão dos irmãos. A história deixa bem claro como os deuses são ambiciosos e mesquinhos, você acaba até se irritando com a atitude que é exposta por Hórus e Isis em alguns momentos e se pergunta se eles deveriam de fato ouvir os deuses e ajudar na luta contra o caos.

Conhecemos também a deusa Taweret, a deusa hipopótamo protetora das grávidas, que se mostra um personagem muito cativante e querido e que tem seus segredos.

Ainda continuo com dificuldade para gostar das partes narradas por Carter e teve situações nesse livro em especial que me fizeram ter mais aversão a ele e continuo achando um personagem chato e desnecessário. Sua obsessão por Zia Rashid está fora de controle o que torna em alguns momentos as suas narrativas maçantes, mas dê uma chance que sei que você pode acabar se identificando com ele, eu não tive jeito.

As narrativas feitas por Sadie são sem dúvidas as melhores e nesse livro o foco da história ficou bem em cima de nossa personagem e suas metas para solucionar os problemas que iriam surgindo, conseguimos perceber o crescimento do personagem do primeiro para o segundo livro e isso torna a coisa mais interessante e garanto que se você ler vai acabar concordando comigo. Sem dúvidas é a minha personagem favorita das Crônicas de Kane.

Mas seguindo sobre a história, a casa da vida continua achando que os Kane são perigosos para o mundo, então se opuseram fortemente contra tudo que a família veio trazer para o mundo atual.

Conhecemos personagens novos como Jes e Walt e outros aprendizes do caminho dos Deuses, nossos irmãos Carter e Sadie se tornam professores de jovens e crianças que descendem dos Faraós, magia essa que é proibida pela casa da vida, então já podem imaginar os conflitos que virão a surgir.

O vilão desse livro é Apófis, a serpente do caos, porém existe um outro que acabou se saindo bem malvadinho que foi Vladmir Menshikov, um mago da casa da vida especializado em torturas, sua história é meia suspeita e você até tem dúvidas sobre suas verdadeiras intenções, acaba sendo um vilão secundário com um grande papel a ser desempenhado na história.

A parte no Duat em busca de Rá é uma das melhores do livro, sério, gostei de todos os momentos e sinto lhes informar é a reta final da história, então vai precisar ler boa parte antes de chegar aqui.

O desenrolar da trama acabou me surpreendendo, mostrando que ainda mais problemas iriam surgir e teve situações que me fizeram até deixar rolar algumas lágrimas, uma parte envolvendo Bes.

Em conclusão o livro é melhor que o primeiro em muitos pontos, mostrando o crescimento dos nossos personagens e o desenvolvimento de toda a história, acabou me cativando mais e me deixando empolgado com a última parte.

A leitura foi tranquila e sem muita dificuldade de entendimento, gostei dos personagens novos, gostei das tretas, gostei de muita coisa e vale a pena conferir.

Espero que tenham gostado e até a próxima.

Abraços.

NOTA: (4,0)      







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